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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Atividades do dia 6 de junho na BE

O intervalo grande da manhã foi bem animado na biblioteca escolar:

Em primeiro lugar as professoras Helena Jacinto e Isabel Batista entregaram os prémios e diplomas aos alunos finalistas do Concurso de Ortografia - 8º ano. Ficou a promessa de alargarmos o concurso aos outros anos de escolaridade, com o objetivo de promovermos o uso correto da língua portuguesa.

Concurso de Ortografia

De seguida foi feita a apresentação de três ebooks apoiados pela biblioteca escolar: a edição de 2012 da coletânea de poemas "A poesia é nossa", o trabalho realizado pelos alunos do 11ºB sobre "Telecomunicações" e a "Coletânea de textos do 9ºA", elaborada numa parceria entre as disciplinas de TIC e de Língua Portuguesa com a colaboração do 12ºD na formatação e imagens.

Lembramos que todos estes ebooks podem ser lidos e descarregados a partir do separador deste blogue Trabalhos dos Alunos.

11ºA "Telecomunicações"
9ºA "Coletânea de Textos"

Parabéns a todos os professores e alunos e aqui fica a reportagem fotográfica do acontecimento:


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Poema de junho

in redes.moderna.com.br


Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente ,
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, 
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente,
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, 
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.


Pablo Neruda

terça-feira, 15 de maio de 2012

WikimediaCommons
"Descarrega gratuitamente 10 obras distintas do maior poeta modernista da nossa língua. São textos retirados de revistas modernistas e poemas em português e inglês. 

Fernando Pessoa (1888-1935) foi o principal escritor do Modernismo português e, ao lado de Camões, foi um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos. Em 1895, foi para a África do Sul com a mãe e o padrasto. Voltou a Portugal, em 1905, escreveu em inglês ainda durante algum tempo, altura em que resultou a obra 35 sonnets, publicada em 1918." *


Lê o resto do artigo e descarrega as obras de Pessoa  AQUI


Foto: Wikipedia
Podes também descarregar gratuitamente as obras de Luís Vaz de Camões

"Luís Vaz de Camões é uma referência para toda a comunidade lusófona, sendo um dos poetas mais importantes da nossa língua. Homem vivido e culto, Camões soube conciliar os seus estudos de cultura clássica com a sua experiência no Oriente. Esta vivência permitiu-lhe escrever a principal expressão da literatura renascentista portuguesa: Os Lusíadas." *


 Lê o resto do artigo e descarrega as obras de Camões AQUI

*  Fonte: www.universia.pt      

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Poema de Maio



É preciso acreditar, É preciso acreditar

que o sorriso de quem passa

é um bem para se guardar

que é luar ou sol de graça

que nos vem alumiar ... com amor alumiar


É preciso acreditar, É preciso acreditar

que a canção de quem trabalha

é um bem para se guardar

E não há nada que valha

a vontade de cantar ... a qualquer hora cantar


É preciso acreditar, É preciso acreditar

que uma vela ao longe solta

é um bem para se guardar

que se um barco parte ou volta

passará no alto mar ... e é livre o alto mar


É preciso acreditar, É preciso acreditar

Que esta chuva que nos molha

é um bem para se guardar

que há sempre terra que colha

um ribeiro a despertar .... para um pão por despertar.


Leonel Neves. Poema musicado e cantado por Luís Goes

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Poema de Abril





ABRIL DE ABRIL 


Era um Abril de amigo Abril de trigo 
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus 
Abril de novos ritmos novos rumos 

Era um Abril comigo Abril contigo 
Ainda só ardor e sem ardil 
Abril sem adjectivo Abril de Abril 

Era um Abril na praça Abril de massas 
Era um Abril na rua Abril a rodos 
Abril de sol que nasce para todos 

Abril de vinho e sonho em nossas taças 
Era um Abril de clava Abril em acto 
Em mil novecentos e setenta e quatro 

Era um Abril viril Abril tão bravo 
Abril de boca a abrir-se Abril palavra 
Esse Abril em que Abril se libertava 

Era um Abril de clava Abril de cravo 
Abril de mão na mão e sem fantasmas 
Esse Abril em que Abril floriu nas armas 

sábado, 21 de abril de 2012

Semana da Leitura - 19 de abril de 2012

A poesia está em todo o lado...


A proposta da Biblioteca Escolar para este dia foi a leitura de um poema em todas as aulas do dia, relacionado com a respetiva disciplina. Embora os professores pudessem fazer as suas próprias opções, as sugestões da equipa da biblioteca foram as seguintes:




Semana da Leitura - 18 de abril de 2012

Sessão de poesia na BE


No intervalo grande da manhã a Poesia foi dita pelos alunos das professoras Nazaré Lopes, Helena Jacinto e Anabela Pereira. Poemas em português e em inglês... acompanhados pelo som da viola do João Afonso.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Poesia na BE

Poemas lidos pelos alunos, acompanhados à viola pelo João Afonso
                                                 (em breve disponibilizaremos mais imagens)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Autora e Poema de Fevereiro


Sophia de Mello Breyner Andresen


Sophia de Mello Breyner nasce a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passa a infância. Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare,
Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses. Ler mais…

Fonte: Wikipédia

As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Poema de Janeiro

O ECHO

Adão e Eva. Mabuse, Século XVI
Tão tarde. Adão não vem? Aonde iria Adão?!
Talvez que fosse á caça; quer fazer surprezas com alguma côrça branca lá da floresta.
Era p'lo entardecer, e Eva já sentia cuidados por tantas demoras.
Foi chamar ao cimo dos rochedos, e uma voz de mulher tambem, tambem chamou Adão.
Teve mêdo: Mas julgando fantazia chamou de nôvo: Adão? E uma voz de mulher tambem, tambem chamou Adão.
Foi-se triste para a tenda.
Adão já tinha vindo e trouxera as settas todas, e a cáça era nenhuma!
E elle a saudá-la ameaçou-lhe um beijo e ella fugiu-lhe.
- Outra que não Ella chamára tambem por Elle.

                 Almada Negreiros, in 'Frisos - Revista Orpheu nº1' (texto original)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Poema do Mês



HISTÓRIAS DE MARINHEIROS

Um poema de Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura 2011







Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.

Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, mais ténues que fumo de cachimbo.

(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.

Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Poema de Setembro

http://fotos.sapo.pt


                Sentir Transmontano

   No hermetismo das palavras inertes

   Jazem arqueológicas erupções humanas

   De ternura.


   Janelas rasgadas espaços amplos

   Emoções fluidas emergem de entre tojos

   E ervas de brandura.


   Nas insónias do tempo vago

   Crescem nos olhos colinas de sorrisos

   Ar serrano.


   Nesta nudez da verdade

   Visão imensurável de tranquilidade

   O homem

   Sente-se transmontano.



                   Joaquim Ribeiro Aires

terça-feira, 7 de junho de 2011

Entrega de prémios e certificados de louvor

Entrega de prémios e certificados de louvor


Hoje, durante a manhã, realizou-se no auditório a final do Concurso de Ortografia que decorreu ao longo do ano em todas as turmas de Língua Portuguesa, com as professoras Ana Paula Geraldes e Helena Jacinto.

Prova final do concurso de ortografia (7º ano)

Na parte da tarde, no intervalo das 16.35 horas, os vencedores deste concurso receberam os seus prémios e certificados, juntamente com todos os alunos da escola que se destacaram nas atividades promovidas pela BE ao longo do ano. Ao todo, foram distinguidos 91 alunos pelo contributo que deram para o sucesso do jornal escolar, dos concursos, dos recitais, da coletânea de poesia, do clube de xadrez, do empréstimo domiciliário... enfim, uma série de atividades que também esperamos terem contribuído para o seu próprio sucesso pessoal e académico.  Parabéns a todos!

Mas eles não são os únicos a estar de parabéns! Um grupo de alunos disse um poema e o Grupo de Jograis, mais uma vez, deliciou todos os presentes na sessão com "Essa nêga Fulô" (Jorge de Lima) muito bem humorada. Para os professores que integram o Grupo de Jograis, e que, durante todo o ano, animaram as nossas sessões de poesia, o nosso "muito obrigado".




quinta-feira, 7 de abril de 2011

Poema de Abril


As Portas que Abril Abriu
José Carlos Ary dos Santos


 
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia da Poesia na BE

Nos intervalos grandes da manhã e da tarde houve mais um encontro de poesia na biblioteca. Tudo começou a ouvirmos Luís Represas a cantar o belíssimo poema de Florbela Espanca "Perdidamente" e em seguida vários alunos e os Jograis  disseram poemas de poetas portugueses. À tarde, o professor Abelha também disse um poema da sua autoria.



Dia Mundial da Poesia, da Árvore e da Floresta

Vamos comemorar o dia 21 de Março com um poema e um filme. O poema é de Jorge Sousa Braga, in Herbário, e o filme é uma curta-metragem de 7 minutos produzida pelo fotógrafo Yann Arthrus-Bertrand (fundador da GoodPlanet e autor do filme Home), a convite das ONU, para filme oficial do Ano Internacional das Florestas.



                      “Para começar a construir uma biblioteca…

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras. 

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Um poema por semana na RTP2


Sophia de Mello Breyner Andresen, Cesário Verde, Ruy Belo, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Sá de Miranda, António Nobre, Alexandre O'Neill, Luís Vaz de Camões, Jorge de Sena, José Régio, David Mourão-Ferreira, António Gedeão, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny. O poema dito de segunda a sexta-feira por 5 pessoas. Uma à segunda, outra à terça, outra à quarta, outra à quinta e outra à sexta. O mesmo poema! Será emitido diariamente, com duas repetições por dia. Os 'dizedores' São homens e mulheres, novos e velhos, falantes de português. Gente que tem em comum gostar MUITO de poesia.

"Um Poema por Semana" é uma ideia de Paula Moura Pinheiro.
Escolha dos poemas: José Carlos de Vasconcelos, jornalista com longa história na ação cultural em Portugal e diretor do clássico "Jornal de Letras";
Direção artística, realização e cenografia: Paulo Braga, um criativo sénior do mundo da Publicidade;
Casting: João Gesta, o apaixonado inventor de Quintas de Leitura no Teatro do Campo Alegre, no Porto; e por Gonçalo Riscado, responsável pelo Music Box e pelo novíssimo festival de Slam Poetry, em Lisboa;

sexta-feira, 11 de março de 2011

Porquê criar o Dia da Mulher?

Steve Gribben
             
À MULHER

Porquê criar o Dia da Mulher
Se, dos primórdios, a vida lhe pertence
E até quando perde, ela é quem vence
E mima com Amor, quem vê sofrer

O Homem nela conjuga o verbo ter
Objecto A viu e vê (inda há quem pense)
Ser propriedade sua, seu pertence
Cínico, nela não vê o pulcro Ser

Não precisa ter um dia Dela
Quem docemente afaga seu menino
Mãe, mulher, amante, postas em tela

Orfeu, perdida Eurídice, compõe um hino
Celebra a Mulher Terrena - como é bela!
Eu celebro o Eterno Feminino.

António Abelha
10.03.2011
02.45h

sexta-feira, 4 de março de 2011

Poesia

A não perder, para quem gosta de poesia.

Fernando Pessoa, por João Villaret



Florbela Espanca, por Eunice Muñoz