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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Poema de junho

in redes.moderna.com.br


Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente ,
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, 
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente,
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, 
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.


Pablo Neruda

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Poema de Maio



É preciso acreditar, É preciso acreditar

que o sorriso de quem passa

é um bem para se guardar

que é luar ou sol de graça

que nos vem alumiar ... com amor alumiar


É preciso acreditar, É preciso acreditar

que a canção de quem trabalha

é um bem para se guardar

E não há nada que valha

a vontade de cantar ... a qualquer hora cantar


É preciso acreditar, É preciso acreditar

que uma vela ao longe solta

é um bem para se guardar

que se um barco parte ou volta

passará no alto mar ... e é livre o alto mar


É preciso acreditar, É preciso acreditar

Que esta chuva que nos molha

é um bem para se guardar

que há sempre terra que colha

um ribeiro a despertar .... para um pão por despertar.


Leonel Neves. Poema musicado e cantado por Luís Goes

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Poema de Abril





ABRIL DE ABRIL 


Era um Abril de amigo Abril de trigo 
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus 
Abril de novos ritmos novos rumos 

Era um Abril comigo Abril contigo 
Ainda só ardor e sem ardil 
Abril sem adjectivo Abril de Abril 

Era um Abril na praça Abril de massas 
Era um Abril na rua Abril a rodos 
Abril de sol que nasce para todos 

Abril de vinho e sonho em nossas taças 
Era um Abril de clava Abril em acto 
Em mil novecentos e setenta e quatro 

Era um Abril viril Abril tão bravo 
Abril de boca a abrir-se Abril palavra 
Esse Abril em que Abril se libertava 

Era um Abril de clava Abril de cravo 
Abril de mão na mão e sem fantasmas 
Esse Abril em que Abril floriu nas armas 

sábado, 21 de abril de 2012

Semana da Leitura - 19 de abril de 2012

A poesia está em todo o lado...


A proposta da Biblioteca Escolar para este dia foi a leitura de um poema em todas as aulas do dia, relacionado com a respetiva disciplina. Embora os professores pudessem fazer as suas próprias opções, as sugestões da equipa da biblioteca foram as seguintes: